Júlio César fica cada vez mais isolado na base de Rafael Fonteles.

O cerco político ao deputado federal Júlio César parece estar se fechando dentro da própria base do governador Rafael Fonteles. A cada semana, novas lideranças e grupos políticos ligados ao Palácio Karnak anunciam que não pretendem votar no deputado para o Senado Federal. O episódio mais recente veio de Oeiras. Em entrevista ao programa Vai Encarar, da Silas TV, o ex-deputado Mauro Tapety afirmou que o prefeito Dr. Ailton teria firmado um entendimento com a família Tapety e o MDB para que uma das vagas de senador da chapa majoritária fosse destinada ao senador Marcelo Castro, enquanto a segunda indicação ficaria a critério do prefeito. Segundo Tapety, Dr. Ailton teria escolhido o senador Sílvio Nogueira. Na prática, caso esse acordo se confirme, o grupo político de Oeiras ficaria fora do projeto eleitoral de Júlio César para o Senado. É mais uma importante base política ligada ao governo que sinaliza não apoiar Júlio César. E, até agora, não se vê uma reação pública contundente do Palácio Karnak para conter o movimento. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o deputado estaria sendo deixado à própria sorte. O governo, em vez de assumir o desgaste, estaria transferindo a responsabilidade para as lideranças municipais e deixando que cada grupo faça sua própria escolha. Mas há uma leitura política ainda mais ampla. Nos bastidores, adversários do governo sustentam que o enfraquecimento de Júlio César também atingiria o grupo político da família Lima, especialmente o deputado federal Georgiano Neto, apontado como uma liderança emergente e com forte presença política nos municípios piauienses. A avaliação de setores da oposição é que Georgiano vem se consolidando como um potencial protagonista da próxima sucessão estadual e, por isso, seria visto pelo grupo governista como um adversário que precisa ser monitorado desde agora. O cenário, portanto, vai muito além da disputa por duas vagas ao Senado. A eleição de 2026 já começa a produzir movimentos que podem influenciar diretamente a sucessão estadual seguinte. A pergunta que fica é: até onde o Palácio Karnak pretende deixar Júlio César caminhar sozinho nessa disputa? Título caixa baixa 


O SONHO VIROU PESADELO: OPERAÇÃO DE TRANSBORDO EM LUÍS CORREIA ENFRENTA NOVO REVÉS. 

O que foi apresentado pelo governo do Estado como um marco histórico para o Piauí começa a se transformar em uma operação cercada de dúvidas, frustrações e informações desencontradas. O Conta 2, embarcação de menor porte que deixou anteontem o Porto de Luís Correia para levar o primeiro carregamento de minério ao Marine Victory, que aguardava a cerca de 30 quilômetros da costa, não teria conseguido concluir a operação de transbordo. Segundo informações que circulam nos bastidores, o Conta 2 teria iniciado o retorno para o porto, mas não teria chegado a Luís Correia. Também não teria conseguido realizar o transbordo com o navio maior. O episódio é tratado com tensão dentro da estrutura responsável pela operação. Há relatos de pressão sobre servidores e de orientação para que não sejam repassadas informações sobre o que realmente aconteceu. E surgiu ainda uma informação que, até o momento, não foi confirmada oficialmente: a de que o Marine Victory poderia deixar a região e seguir viagem. Se isso for confirmado, será um duro golpe para o governo. Afinal, uma operação apresentada como símbolo da capacidade logística do Piauí pode terminar justamente no momento em que deveria começar. O problema é que grandes operações não podem ser feitas na base do improviso, da pressa e da propaganda. O resultado dessa tentativa de fazer tudo “nas coxas” pode estar aparecendo agora: uma operação frustrada, um governo pressionado e muitas perguntas sem resposta. O Piauí esperava o início de uma nova rota de exportação. Até agora, o que aparece é uma sucessão de problemas e contradições. E, se o Marine Victory realmente for embora, o sonho vendido como marco histórico poderá terminar como um dos maiores vexames logísticos do governo estadua. 

PAES LANDIM DESISTE DA CANDIDATURA E REFORÇA APOIO A JOEL RODRIGUES. 

O ex-deputado federal Paes  Landim decidiu recuar da candidatura a deputado estadual pelo Progressistas. Depois de ensaiar uma candidatura à Assembleia Legislativa, Landim teria concluído que não valeria a pena entrar em uma disputa considerada delicada, especialmente diante da divisão de apoios dentro de sua própria base familiar e política. A situação teria pesado principalmente em São João do Piauí, onde familiares e grupos ligados a Paes  Landim já estariam comprometidos com outro nome para a disputa estadual. Diante do cenário, amigos e correligionários teriam aconselhado o ex-deputado a não entrar nessa “bola dividida”. Landim, então, teria decidido não disputar nenhum mandato eletivo. A tendência é que ele apoie o deputado estadual Severo Eulálio na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa. Mas isso não significa que  Landim esteja deixando a política. Pelo contrário. O ex-deputado deve continuar atuando nos bastidores e mantendo seu apoio político ao ex-prefeito de Teresina e pré-candidato ao Senado, Joel Rodrigues. Homem de vários mandatos e com uma trajetória marcada por atuação política e conquistas para o Piauí, especialmente na área da educação, Paes  Landim pode estar encerrando sua carreira eleitoral, mas não necessariamente sua participação na política piauiense. Sai da urna, mas não sai da política. Paes Landim deve continuar sendo uma voz importante no grupo de apoio a Joel Rodrigues. 

FLÁVIO BOLSONARO IMPULSIONA TIAGO JUNQUEIRA E MEXE NA DISPUTA PELO SENADO NO PIAUÍ. 

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, deu ontem um importante impulso à pré-candidatura de Tiago Junqueira ao Senado pelo Piauí. Durante uma live transmitida em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro apresentou sua lista de apoios para o Senado nos Estados e, no Piauí, anunciou Tiago Junqueira como seu candidato. A exposição nacional pode representar um reforço significativo para Junqueira, especialmente entre o eleitorado bolsonarista piauiense. O vídeo da transmissão tende a continuar circulando nas redes sociais e pode ampliar ainda mais a associação do candidato ao projeto nacional de Flávio Bolsonaro. Não é a primeira vez que essa estratégia aparece na política piauiense. Em 2022, Jair Bolsonaro também utilizou suas redes para reforçar nomes aliados na disputa pelo Senado no Estado. Agora, Tiago Junqueira recebe diretamente de Flávio Bolsonaro um ativo político importante: a chancela do principal nome do bolsonarismo na disputa presidencial de 2026. Com o início da propaganda eleitoral se aproximando, a tendência é que Junqueira explore fortemente essa ligação, apresentando-se ao eleitor como o candidato do projeto bolsonarista para o Senado no Piauí. A disputa pelas duas vagas de senador começa, assim, a ganhar um novo componente. Se Junqueira conseguir transformar a força da marca Bolsonaro em votos efetivos no Piauí, poderá deixar de ser apenas um nome competitivo do PL e passar a ocupar um espaço relevante na briga por uma das duas cadeiras em disputa. Flávio Bolsonaro deu o sinal. Agora, Tiago Junqueira terá que transformar a força da imagem nacional em voto no Piauí.

ÁLVARO DIAS ANUNCIA DESPEDIDA DAS URNAS E DEIXA LEGADO DE ÉTICA E RESPEITO NA POLÍTICA BRASILEIRA. 

Fonte:Aqui



O ex-senador e ex-governador do Paraná Álvaro Dias anunciou que não disputará as eleições de 2026, encerrando sua trajetória eleitoral após mais de cinco décadas de vida pública. Em carta divulgada nas redes sociais, afirmou que sua “alma não está à venda” e que deixa a política eleitoral honrando os valores que sempre defendeu. Reconhecido por adversários e aliados como um político de atuação firme, Álvaro Dias construiu uma carreira marcada pela defesa da ética, da coerência e da independência. Foi governador, senador por vários mandatos e candidato à Presidência da República, tornando-se uma das figuras mais respeitadas da política nacional.  Sua saída representa o fim de um ciclo. Em um cenário político frequentemente marcado por polarização e desconfiança, Álvaro Dias consolidou uma imagem associada ao respeito às instituições, à ética e à defesa do interesse público. Mais do que encerrar uma candidatura, sua decisão simboliza a despedida de um dos políticos mais experientes e respeitados do país. Álvaro Dias deixa as urnas, mas seu legado de respeito, ética e compromisso com a vida pública continuará como referência para a política brasileira.