Secretário compra R$ 5 milhões em Nelore de empresário da comunicação e bastidores fervem.

Os bastidores do poder no Piauí estão em polvorosa. A coluna recebeu informações de que um secretário do alto escalão do governo Rafael Fonteles teria adquirido cerca de R$ 5 milhões em gado Nelore pertencente a um empresário do setor de comunicação, dono de televisão e de uma fazenda localizada em Timon. Segundo relatos chegados à coluna, a movimentação milionária não teria parado apenas na compra do rebanho. Agora, comentários cada vez mais fortes nos bastidores apontam que o secretário estaria interessado em comprar também a própria fazenda do empresário maranhense. O assunto já percorre corredores políticos, gabinetes e rodas empresariais. Afinal, não é todo dia que um agente público passa a movimentar cifras milionárias envolvendo gado Nelore e propriedades rurais de alto valor. A pergunta que muita gente está fazendo é direta: existe compatibilidade entre a renda pública e o patrimônio que estaria sendo formado? Evidentemente, a coluna não afirma irregularidade, mas entende que operações desse tamanho precisam ser transparentes e acompanhadas pelos órgãos de fiscalização. Em tempos em que a população cobra rigor no uso do dinheiro público, cabe ao Ministério Público e aos órgãos de controle verificar se todas as movimentações financeiras citadas ocorreram dentro da mais absoluta legalidade. Enquanto isso, o silêncio nos bastidores só aumenta o tamanho do comentário político entre Teresina e Timon.

Sem apoio de Georgiano, Draga Alana  vê sonho milionário ameaçado. 

O vereador Draga Alana , um dos mais votados da capital com cerca de 10 mil votos, começa a enfrentar a dura matemática da política estadual. Nos bastidores do PSD, a avaliação é de que, mesmo chegando próximo de 20 mil votos em Teresina, Dragalhana não teria hoje força suficiente para garantir uma vaga na Assembleia Legislativa dentro da chapa do partido. No máximo, brigaria fortemente por uma suplência. E o problema não é dinheiro. Disso, ninguém duvida. Dragalhana vem montando uma estrutura considerada milionária, com forte presença política e altos investimentos na capital. O vereador acreditava que teria um reforço decisivo no interior através do deputado Georgiano Neto, com quem aliados afirmam existir um compromisso político de construção de bases eleitorais. Mas o cenário mudou. A crise envolvendo o senador Júlio César e a proteção das chamadas “bases intocáveis” dentro do grupo acabaram deixando Georgiano praticamente impossibilitado de abrir espaço para novos aliados no interior. Draga Alana está entrou numa encruzilhada política. Ou mantém uma campanha caríssima apostando num apoio que, segundo os bastidores, não virá, correndo sério risco de perder a eleição; ou reduz drasticamente o projeto eleitoral, esvaziando ainda mais uma chapa do PSD que já preocupa lideranças do partido. Nos corredores da política, o comentário é um só: sem interior forte, dinheiro sozinho pode não eleger ninguém.


Pressão por título eleitoral gera revolta entre pais e alunos em Teresina. 

Começou a circular nas redes sociais de Teresina vídeos de pais e estudantes revoltados com a suposta obrigatoriedade imposta por escolas estaduais para que adolescentes de até 16 anos façam o título de eleitor. Como o voto nessa faixa etária é facultativo no Brasil, a situação passou a gerar forte reação entre famílias de alunos da rede pública. Segundo relatos compartilhados nas redes e em aplicativos de mensagens, estudantes estariam enfrentando filas quilométricas para conseguir emitir o documento eleitoral. O que mais tem causado indignação é a denúncia de que alguns adolescentes estariam sendo pressionados psicologicamente com a ameaça de perder o programa federal Pé-de-Meia, benefício destinado a alunos de baixa renda matriculados na rede pública de ensino. Um vídeo divulgado pelo portal Encarando mostra um pai desesperado e alterado afirmando que o filho teria sido obrigado a tirar o título de eleitor para não correr o risco de perder o auxílio estudantil. Há ainda pais que vão além nas críticas e levantam suspeitas de que a mobilização teria motivação política, numa tentativa de estimular adolescentes a votar futuramente em candidatos ligados ao governo federal e ao PT. As denúncias, porém, ainda precisam ser oficialmente apuradas. Diante da gravidade das acusações, cresce a pressão para que a Justiça Eleitoral, o Ministério Público e os órgãos de fiscalização investiguem imediatamente se houve orientação irregular, coação ou uso indevido de programas sociais para influenciar estudantes da rede pública.

Tudo pela família Dias”: Wellington baixa a guarda por Rafael para fortalecer projeto eleitoral de Vinícius Dias. 

Nos bastidores da política piauiense, cresce a avaliação de que o ministro Wellington Dias voltou a colocar os interesses da família acima das relações históricas construídas dentro do grupo governista. A forte homenagem ao governador Rafael Fonteles no aniversário de 41 anos foi interpretada como um gesto calculado para garantir espaço político ao filho, Vinícius Dias, que deverá disputar vaga de deputado estadual. A mudança simbólica no visual  deixando de lado a tradicional camisa vermelha para vestir branco em homenagem ao governador repercutiu entre aliados e adversários como sinal de acomodação política e submissão estratégica ao Palácio de Karnak. Nos bastidores, a leitura é de que Wellington Dias prefere reduzir tensões com Rafael Fonteles para assegurar apoio ao projeto eleitoral do filho. O movimento também teria provocado desconforto em setores históricos do grupo governista, especialmente entre aliados que enxergam atropelos políticos em nome dos interesses familiares. Lideranças lembram episódios anteriores envolvendo Jesus Rodrigues e José Santana, além do desgaste recente em torno de Mauro Eduardo. Para integrantes da oposição, Wellington Dias repete uma marca que o acompanha há anos: “tudo pela família Dias”.

Relatos de pressão no INMETRO preocupam servidores no Piauí. 

A coluna recebeu, com preocupação, relatos de servidores de carreira do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) no Piauí sobre movimentações consideradas, no mínimo, inquietantes dentro do órgão. Segundo essas informações, que partiriam de dentro da própria estrutura técnica, estaria em gestação um possível ambiente de pressão indevida envolvendo comerciantes, proprietários de supermercados e donos de postos de combustíveis no Estado. A denúncia aponta para a formação de um suposto esquema que poderia envolver ameaças e tentativas de constrangimento por parte de novos ocupantes de cargos na instituição. A informação de bastidores é grave e precisa ser apurada,  sobretudo por se tratar de um órgão cuja missão é justamente garantir a lisura na medição, na qualidade dos produtos e na fiscalização de equipamentos como bombas de combustíveis. Ao tornar pública a denúncia, ainda em caráter preventivo, a coluna espera contribuir para que qualquer desvio de conduta seja coibido antes mesmo de se concretizar. Transparência e rigor são pilares indispensáveis para instituições dessa natureza. O espaço permanece aberto para manifestação do INMETRO no Piauí e das autoridades competentes.

Republicanos já trabalha para eleger apenas Jupi e teme novas defecções. 

A crise silenciosa dentro do Republicanos no Piauí começa a ganhar contornos preocupantes. Após sucessivas defecções de pré-candidatos da chapa proporcional, lideranças do próprio partido já admitem nos bastidores que a legenda trabalha hoje com uma realidade bem diferente da projetada no início da pré-campanha: eleger apenas um deputado federal. O único nome considerado competitivo, neste momento, é o do deputado federal Jsrdyel Alencar , o Jupi. O restante da chapa deve entrar na disputa brigando por suplência, diante da dificuldade do partido em manter nomes fortes e densidade eleitoral suficiente para alcançar uma segunda vaga. Mesmo com o discurso otimista adotado por Fábio Abreu e aliados da legenda, a avaliação interna é de que as saídas recentes desmontaram parte importante do planejamento eleitoral do Republicanos para 2026. Há quem diga, inclusive, que Jupi ainda sustenta a esperança da direção partidária, mas os números atuais não apontam margem confortável para duas eleições. Caso o esvaziamento continue, integrantes da própria base já admitem que até a reeleição de Jupi poderá acabar ameaçada.