Embora a eleição de 2026 ainda pareça distante no calendário, o "fervo" nos bastidores do Palácio de Karnak indica que a disputa pelas duas vagas ao Senado já começou. O alvo da vez, segundo interlocutores influentes, seria o deputado federal Júlio César e a influente família Lima.
A estratégia em curso seria o que analistas chamam de "desidratação política": movimentos silenciosos para reduzir o espaço e a força eleitoral do grupo, inviabilizando a candidatura de Júlio César à Câmara Alta e forçando uma reorganização no equilíbrio interno da base aliada do governador Rafael Fonteles.
O Fator Wellington Dias
No centro desse tabuleiro estaria o ministro Wellington Dias (PT). A leitura em círculos políticos é que, ao diminuir a musculatura de Júlio César, o PT e o Karnak teriam maior liberdade para moldar as candidaturas majoritárias, garantindo que o desenho das vagas atenda aos interesses diretos das principais lideranças petistas e do governo estadual.
Personagens e Polêmicas
As conversas sobre essa suposta "manobra" ganharam tração após comentários atribuídos ao médico Bruno Santos. O profissional, que voltou a circular em ambientes políticos após ter sido alvo de operações da Polícia Federal relacionadas a contratos na área da saúde, teria sido o estopim para que as movimentações de bastidores viessem à tona.
O Cenário para 2026
O clima é de forte disputa interna. De um lado, o grupo de Júlio César tenta manter sua relevância e garantir a vaga na chapa majoritária; do outro, forças ligadas ao governo estadual testam a resistência de seus aliados, medindo até onde podem avançar sem romper a unidade da base.
O que se vê agora é o ensaio de um jogo de sobrevivência política, onde cada movimento é calculado para garantir um assento no Senado Federal daqui a dois anos.