Decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que órgãos federais não podem suspender contratos da saúde do Piauí, mesmo que estejam sob investigação. A medida foi tomada após ação movida pelo Governo do Estado do Piauí contra a União, questionando a atuação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Controladoria-Geral da União em fiscalizações envolvendo recursos da saúde. Na prática, a decisão permite que os contratos continuem em execução enquanto as investigações seguem em andamento. A liminar, no entanto, não suspende as apurações federais. Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o julgamento final da ação no STF pode consolidar o entendimento de que recursos transferidos pelo modelo “fundo a fundo” do Sistema Único de Saúde passam a integrar o patrimônio do estado, o que abriria espaço para que investigações desse tipo sejam conduzidas na esfera estadual. A decisão é provisória e ainda será analisada pelo plenário do STF.
Queda de feminicídios no Piauí supera 60% no primeiro bimestre de 2026
Dados divulgados pelo Governo do Estado apontam uma queda significativa no número de feminicídios no Piauí nos dois primeiros meses de 2026, quando comparados ao mesmo período do ano passado. No primeiro bimestre de 2025 foram registrados 12 casos, enquanto no mesmo intervalo de 2026 o número caiu para 4 ocorrências, uma redução superior a 60%. O tema foi discutido em reunião no Palácio de Karnak, sede do governo estadual, onde o governador Rafael Fonteles destacou que o resultado seria fruto das ações integradas de segurança pública e de políticas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Apesar da redução expressiva, o número ainda é considerado elevado para um estado como o Piauí, o que reforça a necessidade de continuidade e fortalecimento das políticas públicas de prevenção, proteção e punição dos agressores. A coluna considera que os dados representam um avanço importante no comparativo bimestral e merecem registro. No entanto, a queda não deve servir para acomodação. Ao contrário: é preciso reconhecer o resultado, sem comemoração exagerada, e manter o esforço permanente para que os índices continuem caindo e para que nenhuma mulher seja vítima da violência extrema.
Chuvas fazem rio Gurgueia transbordar e inundar trecho da BR-135 no sul do Piauí.
As chuvas intensas registradas nos últimos dias no sul do Piauí já provocam os primeiros efeitos mais visíveis nos rios da região. O rio Gurgueia transbordou na altura dos municípios de Cristino Castro e Palmeira do Piauí, alcançando parte da pista da BR-135 que corta as duas cidades. Motoristas que trafegam pelo trecho, principalmente no percurso entre Cristino Castro e a entrada de Palmeira do Piauí em direção a Bom Jesus, devem redobrar a atenção. A água já invadiu pontos da rodovia, situação comum em períodos de cheia do Gurgueia, mas que exige cautela no tráfego. Ao mesmo tempo, cresce a atenção das autoridades para o nível do Rio Parnaíba, que vem registrando elevação significativa. O monitoramento se concentra agora nas comportas da Barragem de Boa Esperança, importante estrutura hidrelétrica localizada no município de Guadalupe. Em Floriano, o nível do rio já atinge patamar considerado de alerta, o que mantém equipes de monitoramento em observação permanente da situação na região. A preocupação é acompanhar a evolução das chuvas e do volume de água para evitar riscos maiores às comunidades ribeirinhas e às áreas de tráfego.
MDB pode aceitar Draga Alana para evitar esvaziamento da chapa para o Republicanos
Nos bastidores da política do Piauí, lideranças do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) discutem a possibilidade de aceitar o nome da vereadora Draga Alana na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. A movimentação ocorre diante do receio de que a chapa emedebista possa perder nomes para outras siglas, especialmente o Republicanos. Segundo relatos de bastidores, alguns deputados e dirigentes do MDB demonstram resistência ao nome da parlamentar. O temor seria de eventuais questionamentos jurídicos após as eleições, o que poderia gerar complicações à chapa proporcional, principalmente diante da forte exposição política da vereadora. Apesar disso, cresce dentro do partido a avaliação de que a prioridade é evitar o esvaziamento da chapa. Há o receio de que, sem um acordo interno, dois ou até três nomes possam migrar para a formação de uma possível chapa estadual do Republicanos. Nesse cenário, o senador Marcelo Castro atua nos bastidores para manter a estratégia de composição e preservar a chamada coligação cruzada com o Partido Social Democrático (PSD). A meta do MDB é manter uma lista competitiva e alcançar a projeção interna de eleger mais de dez deputados estaduais para a Assembleia Legislativa do Piauí. Entre cautelas e pragmatismo político, a avaliação predominante dentro do MDB é que, neste momento, o principal desafio é manter a força da chapa e evitar perdas estratégicas na disputa proporcional de 2026.
Propaganda de excelência, realidade de improviso: alunos de enfermagem estudam há quase dois anos sem laboratório na rede estadual.
Enquanto o Governo do Estado divulga campanhas destacando uma suposta educação de excelência no Piauí, estudantes da própria rede pública relatam uma realidade bem diferente nas salas de aula. Alunos do curso Técnico de Enfermagem oferecido pela Secretaria de Estado da Educação do Piauí no CEJA Maria do Carmo Reverdosa, localizado no bairro Dirceu, zona Sudeste de Teresina, afirmam que estão há quase dois anos frequentando o curso sem acesso a laboratório para as aulas práticas etapa fundamental na formação de profissionais da área da saúde. Sem a estrutura mínima para treinamento, cresce entre os estudantes o temor de que a formação fique incompleta e prejudique o registro profissional no Conselho Regional de Enfermagem do Piauí. A situação levanta questionamentos sobre a qualidade real dos cursos profissionalizantes ofertados pela rede estadual. Procurada, a direção da escola informou que não concederia entrevista, mas disse que a instalação de um laboratório para as atividades práticas deverá ocorrer em até 30 dias. O caso expõe um contraste incômodo entre a narrativa oficial e o cotidiano de parte dos alunos da rede pública: de um lado, campanhas institucionais exaltando resultados; de outro, estudantes convivendo com a falta de estrutura básica para aprender uma profissão.
STF começa a julgar deputados acusados de desviar emendas parlamentares.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal começa a julgar nesta terça-feira (10) deputados federais acusados de envolvimento em desvios de emendas parlamentares um dos mecanismos mais poderosos de distribuição de recursos públicos no Congresso. O processo tem como relator o ministro Cristiano Zanin e coloca no banco dos réus os deputados Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil, além do ex-deputado João Bosco da Costa. Eles são acusados de corrupção passiva e organização criminosa em um esquema ligado ao uso irregular de emendas parlamentares. O julgamento ocorre em meio ao crescente debate nacional sobre a transparência e o controle dos bilhões de reais distribuídos por meio das emendas frequentemente apontadas por especialistas e órgãos de controle como uma porta aberta para barganhas políticas e suspeitas de corrupção. Mais do que um processo criminal, o caso expõe um problema estrutural: o uso político de recursos públicos que deveriam chegar diretamente à população. O que se espera agora é que o julgamento no STF não seja apenas mais um capítulo de denúncias contra a classe política, mas um marco de responsabilização em um sistema que há anos convive com suspeitas recorrentes de desvio de dinheiro público. Se quiser, posso também deixar a manchete ainda mais forte, no estilo de coluna política ou bastidor que costuma ter mais impacto nas redes e portais.
Racha em Dom Inocêncio.
Mais uma polêmica política sacode os bastidores de Dom Inocêncio. Áudios vazados que circulam nas redes sociais mostram um duro bate-boca entre o vereador Raimundo Lero e o vice-prefeito Marcos Damasceno. Nas gravações, os dois trocam acusações de traição política e arrogância, expondo um racha que rapidamente tomou conta das conversas na pequena cidade do sul do Piauí. Em um dos trechos, Raimundo Lero afirma que foi ele quem indicou Damasceno para ser vice-prefeito. O vice, por sua vez, reage e rebate as declarações, elevando ainda mais o tom do confronto. A nova crise coloca novamente Raimundo Lero no centro de uma controvérsia. O vereador é o mesmo que, anteriormente, acusou o governador Rafael Fonteles de supostamente ter recebido R$ 2 milhões de propina em uma obra de estrada na região de Dom Inocêncio denúncia que gerou repercussão política, com promessa de apuração que, segundo críticos, nunca avançou. Agora, os áudios vazados entre Lero e Damasceno ampliam o clima de tensão política no município. Todos os detalhes desse novo atrito político em Dom Inocêncio você acompanha no programa Vai Encarar, às 12h30, na @SilasTVPI, no youtube o seu jornalismo da verdade.
Portal questiona nomeação de Washington Bandeira e governador desconversa.
O portal Dito Isto levantou questionamentos sobre a situação do ex-secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira, após sua saída da pasta. Quando anunciou a mudança, o governador Rafael Fonteles afirmou que Bandeira deixaria o cargo para se dedicar à elaboração de seu plano de governo para as eleições deste ano. Ocorre que, no mesmo dia da exoneração da Secretaria de Educação, Bandeira foi nomeado assessor especial do governo. Na prática, segundo o portal, ele continua vinculado ao Palácio, recebendo remuneração pública enquanto atua em tarefas políticas, como a elaboração do plano de governo e a recepção de lideranças e aliados. Diante da situação, a jornalista Andressa Martins questionou diretamente o governador sobre se não haveria, no mínimo, um problema de ordem moral em manter um auxiliar remunerado pelo Estado exercendo atividades com evidente caráter político. Ao responder, o governador evitou aprofundar o debate e afirmou apenas que Bandeira tem se dedicado às funções de assessor especial do governo. O episódio reacende a discussão sobre os limites entre atividade administrativa e articulação política dentro da estrutura oficial do Estado.
Silas Freire