O Palácio de Karnak já emite sinais claros de que as indefinições sobre a chapa majoritária chegaram ao fim. A confirmação de Washington Bandeira, atual secretário de Educação e nome de extrema confiança de Rafael Fonteles, deve ocorrer amanhã. A articulação, que vinha sendo tratada com reserva, ganhou força em veículos alinhados ao governo, indicando que o martelo finalmente foi batido.
A costura política para viabilizar o nome de Bandeira passou por uma negociação direta com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. Fontes palacianas indicam que o impasse foi resolvido com um "pacto de futuro": Wellington cede o espaço na chapa atual e, em contrapartida, garante o suporte do grupo de Rafael para o pleito de 2030. Esse movimento visa evitar rachaduras na base aliada e consolidar a força do governo para a disputa de reeleição.
Histórico de tensões e a "fumaça branca"
Apesar da aparente calmaria, os bastidores lembram que a relação entre Rafael e Wellington já passou por momentos de fricção. Um dos pontos mais citados por aliados é o episódio da nomeação de Rejane Dias para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI). Na época, a movimentação acelerada de Wellington para garantir a vaga antes da posse de Rafael foi lida como um sinal de desconfiança mútua.
Entretanto, o clima atual é de pragmatismo. Interlocutores do governo afirmam que "a fumaça dissipou", sugerindo que Wellington Dias aceitou o arranjo atual como a melhor saída para manter a unidade do PT e de seus aliados. Com o anúncio previsto para esta quinta-feira, o grupo governista espera encerrar as especulações e focar na agenda administrativa e eleitoral.