Após decisão da Justiça, o menino Luís Henrique, de 7 anos, passou a receber um medicamento de alto custo para o tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), doença genética rara e progressiva que causa perda gradual da força muscular. O medicamento foi entregue nesta segunda-feira (15), no Hospital Infantil Lucídio Portella (HILP), em Teresina.
O tratamento tem custo estimado em R$ 3,5 milhões por ano e utiliza uma das terapias mais avançadas disponíveis atualmente para retardar a progressão da doença.
Segundo a mãe da criança, Ana Karolina, os primeiros sinais surgiram entre os 4 e 5 anos, quando o filho começou a apresentar quedas frequentes e dificuldade para subir escadas. Ela relatou que só descobriu a existência de tratamentos específicos após iniciar uma campanha solidária.
Com apoio jurídico, a família entrou com o pedido do medicamento em dezembro do ano passado e conseguiu na Justiça o direito ao acesso ao tratamento.
A entrega representa um avanço importante para o acompanhamento de Luís Henrique e reacende o debate sobre o acesso de pacientes com doenças raras a medicamentos de alto custo pelo sistema de saúde.