Rafael Fonteles na Fazenda: a mágica da renegociação de R$ 140 milhões do CEV, hoje Colégio Kennedy, pode se repetir?

Enquanto Rafael Fonteles (PT) aparece entre os cotados para o Ministério da Fazenda, um acordo tributário envolvendo empresas ligadas à sua família merece atenção. O Grupo Educacional CEV, hoje Colégio Kennedy, negociou, em maio de 2025, durante o governo Lula, um passivo de aproximadamente R$ 140 milhões com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo reportagem de O Brasilianista, a negociação reduziu o montante a pagar para cerca de R$ 50 milhões, combinando descontos e utilização de créditos tributários. O termo publicado pela própria PGFN confirma descontos sobre multas, juros e encargos, além da autorização para utilizar até R$ 24,9 milhões em créditos fiscais. O saldo foi parcelado em 60 prestações para débitos previdenciários e 145 para os demais. Portanto, o acordo estabeleceu obrigações de pagamento por vários anos; o saldo atualizado e o cumprimento das parcelas precisam ser verificados. As empresas envolvidas têm ligação com a família do governador, que também participou do empreendimento antes de se afastar, conforme a reportagem. A eventual chegada de Rafael à Fazenda colocaria sob sua esfera ministerial o órgão responsável pelo acordo tributário do grupo. É uma circunstância que exige transparência sobre os benefícios concedidos e o tratamento de possíveis conflitos de interesses. Até aqui, a ida ao ministério é uma possibilidade, sem nomeação confirmada. Em declaração noticiada em 2 de novembro, Rafael negou ter discutido a hipótese com Lula. A questão que fica é: se uma dívida de R$ 140 milhões foi reduzida para cerca de R$ 50 milhões, que tipo de negociação poderá surgir se Rafael Fonteles chegar ao comando do Ministério da Fazenda?


VOTOU NA OPOSIÇÃO E FOI IMPEDIDO DE TRABALHAR? SORVETEIRO DENUNCIA PERSEGUIÇÃO EM JOAQUIM PIRES. 

Sebastião Douglas 

Uma denúncia apresentada à Silas TV, no YouTube, cobra explicações da Prefeitura de Joaquim Pires. Segundo o relato de Sebastião Douglas, vendedor de sorvetes, a gestão do prefeito Deyvison Cruz (PT) teria impedido a instalação de sua barraca em um festival promovido pelo município porque ele votou em Flávio Bolsonaro. O trabalhador afirma que estava disposto a pagar a taxa exigida pela organização do evento, mas, mesmo assim, não recebeu autorização para comercializar seus produtos. A acusação é grave e precisa ser apurada pelo Ministério Público. Se confirmada a motivação política, a situação configura uma retaliação inaceitável: utilizar a estrutura da prefeitura para prejudicar o sustento de um cidadão por causa de sua escolha nas urnas. A administração municipal deve explicar quais critérios foram utilizados para autorizar os comerciantes e por que o sorveteiro foi impedido de participar. Perseguição política não pode virar regra na distribuição de oportunidades de trabalho. A prefeitura pertence à população, e o voto não pode ser usado como critério para permitir ou impedir alguém de trabalhar. O episódio exige esclarecimentos e, caso sejam comprovadas irregularidades, a responsabilização dos envolvidos.

DR. HÉLIO EXPÕE DIVISÃO ENTRE ALIADOS DE RAFAEL E LEVA COBRANÇA DE FIDELIDADE AO KARNAK. 

A declaração do deputado Dr. Hélio (MDB) sobre o segundo turno em Parnaíba deixa um recado ao Palácio de Karnak: o governo precisa observar quem acompanha seus encaminhamentos políticos. Ao apontar que o prefeito Francisco Emanuel e a deputada Gracinha Mão Santa apoiaram Flávio Bolsonaro, enquanto Rafael Fonteles trabalhou pela vitória de Lula, Hélio evidenciou a divisão entre lideranças que hoje integram o arco de alianças do governador. Na leitura política da manifestação, integrar o time de Rafael também exige compromisso com os propósitos e as decisões do grupo. A cobrança coloca em discussão a fidelidade de aliados que se aproximam do governo estadual, mas seguem outro caminho quando o governador pede mobilização. A fala de Hélio leva essa contradição à mesa do Karnak. Na reorganização da base, Rafael terá de avaliar o compromisso demonstrado por cada liderança nas urnas e na campanha.

SELIC SEGUE EM 13,75%, CRÉDITO CONTINUA CARO E GOVERNO LULA É COBRADO POR FALTA DE RESPOSTAS SOBRE AS CONTAS PÚBLICAS. 

 

O alívio nos juros ficou para depois. O Banco Central manteve nesta quarta-feira (4) a Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes. A decisão ocorre diante da piora das perspectivas de inflação e de um ambiente de maior incerteza econômica. Para a população, a consequência é concreta: empréstimos e financiamentos continuam caros, a renegociação de dívidas fica difícil e o orçamento familiar permanece pressionado. No comércio, inclusive no Piauí, o crédito elevado limita as compras e encarece o capital de giro. Empresas adiam investimentos, e a geração de empregos perde força. O nervosismo do mercado já vinha alterando as apostas de bancos e investidores. Segundo a Reuters, Lula ainda não havia detalhado as medidas para controlar os gastos públicos, enquanto cresciam as preocupações com a trajetória fiscal. A manutenção dos juros era esperada pela maioria dos economistas consultados. A Selic é definida pelo Banco Central, mas cabe ao governo apresentar um rumo convincente para as contas públicas. Falta uma resposta concreta capaz de reduzir a desconfiança. Enquanto Brasília adia essa definição, famílias e empresas continuam pagando a conta dos juros altos.

EVALDO, LAURA NASCIMENTO E MERLONG SOLANO PODEM ASSUMIR SECRETARIAS NO GOVERNO RAFAEL FONTELES. 

Algumas mudanças no primeiro escalão do governo Rafael Fonteles começam a ganhar forma nos bastidores. Segundo informações apuradas pelo jornalista Salomão Sobrinho, do programa Vai Encarar, da Silas TV, as articulações envolvem parlamentares e suplentes que podem assumir cargos no secretariado estadual. O deputado Evaldo Gomes, que já detém a indicação política da Secretaria do Esporte, deve assumir pessoalmente o comando da pasta. A mudança representaria a entrada direta do parlamentar na estrutura administrativa do governo. Outro nome cotado é Laura Nascimento, apontada para a Secretaria para Inclusão da Pessoa com Deficiência, anteriormente comandada por Mauro Eduardo, na cota política de Wellington Dias. Sua atuação durante a campanha, especialmente na mobilização da militância e na aproximação com mães atípicas, teria fortalecido seu nome. Já Merlong Solano, primeiro suplente de deputado federal, aparece como possível titular da Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc). As movimentações fazem parte das articulações para a composição do novo secretariado. As indicações ainda dependem de confirmação do governador Rafael Fonteles.