“Minha filha não é notícia velha”: mãe de Alice volta a cobrar justiça e responsabilização pela morte no CEV.

Dayana Brasil, mãe de Alice Brasil, de quatro anos, voltou às redes sociais para cobrar esclarecimentos e responsabilização pela morte da filha, atingida por uma penteadeira na brinquedoteca do Colégio CEV, em Teresina, em 5 de agosto de 2025. A manifestação, divulgada nesta terça-feira (3), também cobra Rafael Fonteles, fundador da instituição, cuja gestão, segundo ela, ficou sob responsabilidade da família. A unidade passou a se chamar Colégio Kennedy. A família contesta a conclusão da Polícia Civil, que considerou a morte acidental, encerrou a investigação sem indiciamentos e sugeriu o arquivamento. Posteriormente, segundo a advogada dos pais, o Ministério Público apontou elementos de homicídio culposo e a possível responsabilização de seis pessoas ligadas à escola. Esse entendimento não representa condenação. No novo pronunciamento, Dayana afirmou que buscará a responsabilização na esfera civil. Também relatou que um advogado do grupo teria chamado a morte de Alice de “notícia velha”. A mãe reagiu: “A nossa filha não é uma notícia”. Para a família, o tempo não encerra a necessidade de respostas sobre uma tragédia ocorrida em um ambiente que deveria proteger a criança. Em manifestação anterior, divulgada em dezembro de 2025, o Grupo CEV afirmou confiar no relatório policial e estar à disposição para colaborar com os esclarecimentos. A reportagem localizada sobre o novo vídeo não apresenta resposta da instituição às declarações de Dayana.


CONTRATOS DE MAIS DE R$ 1,2 MILHÃO COLOCAM GESTÃO DE JÚNIOR RIBEIRO NA MIRA DO MP. 

O prefeito de Água Branca, Júnior Ribeiro, é alvo de investigação do Ministério Público do Piauí por possíveis irregularidades em dois contratos firmados pela prefeitura com o escritório João Azêdo Sociedade de Advogados. Os valores ultrapassam R$ 1,2 milhão. As contratações foram realizadas por inexigibilidade de licitação e envolvem serviços jurídicos relacionados à tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e à recuperação de receitas provenientes do Imposto de Renda. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades nos contratos, a justificativa para os valores pagos e eventual prejuízo aos cofres públicos. A gestão municipal deverá esclarecer a necessidade das contratações e os resultados dos serviços. Até o momento, não há conclusão sobre a existência de irregularidades.


LULA PREPARA PRONUNCIAMENTO SOBRE CRISE ENTRE OS PODERES E RESTRIÇÕES ÀS BETS. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão ainda nesta semana. Segundo o Metrópoles, a expectativa era de que a mensagem fosse gravada nesta terça-feira (3) e transmitida nos próximos dias. Lula deve defender o diálogo entre os Poderes e pedir a redução das tensões políticas. O outro tema previsto é o avanço das apostas on-line. O presidente deve tratar de medidas para restringir a atuação das bets, diante da preocupação com o endividamento das famílias. A publicação do Metrópoles não detalha quais restrições o governo pretende adotar nem informa a data de exibição do pronunciamento.

INVESTIGADOR DO PCC DIZ QUE ACEITARIA COMANDAR MINISTÉRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA DE LULA. 

O procurador Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, afirmou nesta terça-feira (3) que aceitaria comandar um eventual Ministério da Segurança Pública no governo Lula. Em entrevista à coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, ele disse que ainda não recebeu convite. “Não recebi nenhum convite. Mas, claro, se recebesse seria uma honra servir ao Brasil”, declarou. Gakiya conduziu algumas das principais investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e vive sob forte esquema de proteção após receber ameaças de morte da facção. A declaração veio no mesmo dia em que, segundo o Metrópoles, o Senado aprovou a PEC da Segurança Pública em dois turnos, com 73 votos favoráveis no primeiro e 75 no segundo, sem votos contrários. A proposta segue para promulgação e amplia a atuação da União na área. A criação de um ministério próprio para a segurança pública foi uma das propostas de campanha de Lula.

LULA PROMETEU REDUZIR MAIORIDADE PENAL NA CAMPANHA, MAS AGORA ADIA DECISÃO. 

O governo Lula conseguiu manter a redução da maioridade penal fora da PEC da Segurança Pública, aprovada pelo Senado. O assunto seguirá em proposta separada. A articulação expõe uma contradição política: durante a campanha, o presidente declarou apoio à redução para 16 anos em crimes hediondos, embora já defendesse discutir a mudança em outra PEC. Agora, cabe cobrar que esse apoio se transforme em ação. A explicação do senador Jaques Wagner (PT-BA) tornou o episódio ainda mais incômodo. Segundo ele, Lula apresentou uma posição pessoal para evitar a exploração do assunto na disputa eleitoral. Wagner não afirmou que o presidente mentiu, mas sua declaração alimenta uma cobrança legítima: o apoio anunciado ao eleitor terá consequência ou ficará restrito à conveniência da campanha? Diante da resistência histórica do PT à redução, encaminhar o tema para outra PEC não encerra a cobrança. O compromisso precisa aparecer em posição clara, articulação e voto. O eleitor tem razão em desconfiar quando o discurso endurece na eleição, mas a decisão fica para depois. A PEC aprovada amplia a participação federal na segurança pública. Que essa responsabilidade venha acompanhada de estrutura, inteligência, recursos e da prometida criação do Ministério da Segurança Pública. A União precisa mostrar resultados no enfrentamento às facções e milícias, com critérios técnicos e cooperação com os estados. Segurança pública não pode servir a interesses partidários nem se resumir a discurso eleitoral.

ATRASO DE R$ 192 MIL NA LIMPEZA PÚBLICA AMEAÇA PAGAMENTO DE GARIS EM SÃO MIGUEL DA BAIXA GRANDE. 

A Prefeitura de São Miguel da Baixa Grande, administrada por Francisco Bispo das Chagas, teria acumulado três meses de atraso nos pagamentos à Desinsect, empresa responsável pela limpeza pública do município. Segundo denúncia divulgada pelo Canal 121 e pela Folha Expressa, a dívida chega a R$ 192 mil, referentes a parcelas mensais de R$ 64 mil. Mesmo com os serviços mantidos, o atraso estaria comprometendo o pagamento dos salários dos garis e demais trabalhadores. São profissionais que garantem a limpeza da cidade e não podem ser os primeiros a sofrer as consequências da inadimplência da gestão. A prefeitura precisa esclarecer os motivos do atraso e apresentar um prazo para regularizar os repasses. No material apresentado, não consta manifestação da administração municipal.