Durante a entrevista, o ministro enfatizou que o TCU busca uma aproximação maior com o cidadão e com os administradores públicos. Vital do Rêgo destacou que, embora a Constituição Federal preveja o poder sancionatório das Cortes de Contas, a estratégia atual foca em "ajudar o gestor a não errar".
"Antes de sancionar, é preciso ensinar o gestor a não errar. Temos promovido cursos e capacitações para que o administrador saiba que tem no TCU e nos TCEs parceiros da boa administração", afirmou.
Fiscalização das Agências Reguladoras e INSS
Outro ponto alto da fala do ministro foi o papel do TCU no monitoramento de setores estratégicos. Ele explicou que o Tribunal atua como um regulador de segunda ordem, fiscalizando a atuação de órgãos como o Banco Central e outras agências reguladoras.
Sobre a Previdência Social, o ministro trouxe dados preocupantes. O TCU realiza um monitoramento diário do INSS através de supercomputadores para identificar inconsistências.
• Alerta Crítico: Vital do Rêgo mencionou o risco de insolvência do sistema previdenciário devido ao alto volume de fraudes e "precipitação" nos gastos, reforçando que o TCU mantém um alerta permanente sobre o tema.
Parceria com o TCE-PI
A presença do ministro em Teresina simboliza o fortalecimento do diálogo entre as esferas federal e estadual de controle, visando um ambiente administrativo mais seguro e transparente para o gestor e para a sociedade brasileira.