O jornalista Silas Freire afirmou que irá recorrer da decisão judicial que o condenou a indenizar o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, por calúnia e difamação. A condenação está relacionada a uma publicação sobre um episódio de estupro ocorrido dentro das dependências da Delegacia-Geral de Polícia, tema de evidente interesse público.
A defesa de Silas afirma que o jornalista não compareceu à audiência por um problema de comunicação e, por isso, não teve, naquele momento, a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos.
A decisão foi divulgada pela comunicação do Governo do Estado, dando ampla repercussão à condenação. Os advogados de Silas ressaltam que a decisão ainda é passível de recurso e que serão utilizados os instrumentos legais para contestá-la.
Segundo a defesa, a publicação não teve como objetivo atacar pessoalmente o delegado-geral, mas informar sobre um fato grave ocorrido dentro de uma instituição pública, além de cobrar esclarecimentos sobre o episódio.
Silas afirma que respeita a decisão judicial, mas não abre mão do direito de recorrer e de defender o exercício do jornalismo.
“Respeitamos, como sempre respeitaremos, a decisão da Justiça. Mas vamos recorrer, utilizando todos os instrumentos legais para apresentar nossa versão e defender o exercício do jornalismo”, afirmou.
A defesa também questiona a ampla divulgação da condenação, considerando que ainda existem recursos possíveis e que a versão do jornalista será apresentada no processo.
O caso envolve diretamente o debate sobre liberdade de imprensa e o direito de jornalistas noticiarem fatos de interesse público envolvendo instituições e agentes públicos.
Silas afirma que continuará exercendo o jornalismo e tratando de assuntos de interesse da sociedade.
“Vamos recorrer. E vamos continuar fazendo jornalismo.”