Dono da DF Group deixa prisão com tornozeleira, e defesa promete acionar MP e CNJ contra preventiva

O empresário Douglas Fonseca Araújo, apontado como principal responsável pela DF Group, deixou a prisão nesta manhã sob monitoramento por tornozeleira eletrônica, após o Tribunal de Justiça do Piauí revogar a prisão preventiva decretada contra ele.

Douglas estava preso há cerca de uma semana, investigado em um caso que envolve denúncias de investidores que afirmam não ter recebido de volta recursos aplicados na empresa.

A prisão do empresário passou por uma sequência de decisões judiciais. Inicialmente, ele estava preso provisoriamente. Na sexta-feira (17), uma decisão autorizou sua soltura, mas, antes que deixasse o sistema prisional, a prisão provisória foi convertida em preventiva pela Justiça de primeira instância.

Durante o plantão judicial, o Tribunal de Justiça do Piauí analisou o caso e considerou excessiva a manutenção da prisão preventiva. Com a decisão, foi expedido o alvará de soltura, com a imposição de medidas cautelares.

Além do monitoramento por tornozeleira eletrônica, Douglas deverá cumprir as demais determinações judiciais e prestar os esclarecimentos necessários às autoridades policiais e à Justiça.

Defesa vai questionar prisão e investigação paralela

A defesa de Douglas Fonseca informou que pretende acionar o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para questionar a prisão preventiva decretada na sexta-feira e o que considera excessos praticados durante a condução do caso.

Os advogados também pretendem questionar a atuação de um delegado que teria aberto uma nova investigação, por iniciativa própria, contra uma das investidoras envolvidas no caso.

Segundo a defesa, já existia uma investigação em andamento sobre os fatos relacionados à DF Group. A abertura de um segundo procedimento, paralelo, será questionada pelos advogados junto às instituições responsáveis pelo controle da atividade policial e pela fiscalização da atuação do sistema de Justiça.

A defesa também pretende levar ao conhecimento das autoridades o que considera excessos cometidos contra o delegado responsável pela investigação.