O caso da tentativa de sequestro de um recém-nascido dentro da Maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, episódio que ganhou repercussão nacional, continua cercado de contradições e questionamentos levantados pela família da criança. Daniele, tia do bebê e apontada como a responsável por impedir que a criança fosse levada da unidade hospitalar, afirma estar indignada com os rumos das investigações e com a ausência de respostas mais concretas por parte das autoridades policiais. Segundo ela, a linha investigativa que trata o episódio como uma ação isolada da técnica em enfermagem suspeita de tentar retirar o recém-nascido da maternidade não contempla todos os elementos observados pela família durante e após o ocorrido. Daniele sustenta que outras pessoas podem ter auxiliado a suspeita, seja antes, durante ou depois da tentativa frustrada. Ela afirma não ter dúvidas de que houve apoio à mulher acusada no momento em que a situação foi descoberta dentro da unidade de saúde. Outro ponto que amplia as controvérsias é o fato de a própria Daniele estar sendo processada por uma integrante da Maternidade Evangelina Rosa, após ter citado o nome da profissional como uma das pessoas que, segundo sua percepção, teriam atuado em defesa ou proteção da suspeita. A familiar também levanta uma acusação considerada grave: segundo seu relato, o aparelho celular utilizado por ela durante a ocorrência teria sido acessado indevidamente, com tentativa de exclusão de fotografias registradas no local, imagens que, segundo afirma, mostrariam pessoas que estariam auxiliando ou protegendo a investigada. Diante das dúvidas ainda existentes e das versões conflitantes sobre os acontecimentos, a família defende uma atuação mais próxima do Ministério Público no acompanhamento do caso, com o objetivo de esclarecer eventuais contradições e garantir que todas as hipóteses sejam devidamente apuradas. Até o momento, as autoridades responsáveis pelas investigações não se manifestaram publicamente sobre as novas alegações apresentadas pela família da criança.
OBRAS REFORÇAM MARCA DA ATUAL GESTÃO E AMPLIAM ISOLAMENTO DA OPOSIÇÃO EM AMARANTE.
Amarante vive um momento de forte movimentação de obras e investimentos em diferentes áreas da administração municipal. A atual gestão de Adriano da Guia mantém em andamento intervenções consideradas estratégicas para a infraestrutura e os serviços públicos da cidade. Entre os destaques está a construção da nova Praça de Eventos, espaço que deverá receber shows e as principais festividades do município. Na educação, uma nova escola está sendo erguida para ampliar a capacidade da rede de ensino. Na área da saúde, seguem em execução a reforma do Posto de Saúde do Cajueiro e a ampliação da Policlínica, fortalecendo a estrutura de atendimento à população. Outra importante intervenção acontece na Rodoviária, que passa por melhorias para oferecer mais conforto e melhores condições aos usuários. No cenário político local, aliados da administração avaliam que o volume de obras e ações em execução tem consolidado a imagem da gestão e ampliado o isolamento da oposição. Para esse grupo, enquanto os adversários mantêm o discurso crítico e o confronto político, a administração responde com obras, investimentos e entregas que chegam diretamente à população.
OAB COBRA CUMPRIMENTO DE DECISÃO SOBRE IPTU E PREFEITURA REBATE CRÍTICAS.
A disputa em torno da cobrança do IPTU em Teresina ultrapassou os limites do debate jurídico e ganhou contornos políticos, colocando frente a frente o prefeito Sílvio Mendes e o presidente da OAB-PI, Raimundo Júnior. Após a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí, voltar a cobrar o cumprimento da decisão judicial que suspendeu a cobrança do imposto, Raimundo Júnior afirmou publicamente que a Prefeitura teria descumprido, pela segunda vez, determinação do Tribunal de Justiça do Piauí relacionada ao tema. Do outro lado, o prefeito Sílvio Mendes tem elevado o tom das críticas ao presidente da OAB-PI. Em entrevistas e participações em programas de televisão, o gestor chegou a acusar Raimundo Júnior de atuar em Brasília para influenciar discussões envolvendo empresas responsáveis pela coleta e destinação do lixo em Teresina, classificando a movimentação como uma tentativa de lobby contra os interesses da administração municipal. O episódio evidencia que o confronto entre a Prefeitura e a OAB-PI já não se restringe à discussão sobre o IPTU, mas se transformou em um embate institucional e político entre o Palácio da Cidade e a direção da entidade que representa os advogados piauienses. Enquanto a OAB insiste no cumprimento imediato das decisões judiciais, a Prefeitura sustenta o direito de recorrer e contestar medidas que considera prejudiciais à gestão municipal, ampliando uma disputa que promete novos capítulos nos próximos dias.
VERITÁ APONTA EMPATE TÉCNICO NO PIAUÍ E VIRA O TABULEIRO DA SUCESSÃO ESTADUAL.
A mais recente pesquisa do Instituto Veritá para o Governo do Piauí trouxe números que destoam dos levantamentos divulgados até aqui e provocou forte repercussão na política estadual. Segundo o instituto, nacionalmente conhecido pelo elevado índice de acertos nos últimos processos eleitorais, Rafael Fonteles (PT) aparece com 45,6% das intenções de voto, enquanto Joel Rodrigues (Progressistas) registra 45,2%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais no cenário de primeiro turno da disputa pelo Palácio de Karnak. O dado que mais chamou atenção, entretanto, foi o cenário de segundo turno. De acordo com o Veritá, Joel Rodrigues alcança 52,6% dos votos válidos, contra 47,4% de Rafael Fonteles, abrindo vantagem superior à margem de erro do levantamento e indicando uma disputa altamente competitiva em 2026. Os números apresentados pelo instituto diferem das pesquisas realizadas até agora por institutos piauienses e até mesmo por empresas de fora do estado que já realizaram levantamentos sobre a sucessão estadual. O Instituto Veritá ganhou notoriedade nacional pelo desempenho nas eleições de 2022 e manteve elevado índice de assertividade nas eleições municipais de 2024, o que faz com que seus levantamentos sejam observados com atenção pelo meio político. Ao apresentar um cenário distinto do que vinha sendo desenhado até aqui, a pesquisa introduz novos elementos na corrida pelo Governo do Estado e amplia as análises sobre o nível de competitividade da disputa eleitoral.
VISITA DE FILHO AO PAI ENTRA NO CENTRO DA DISCUSSÃO APÓS DECISÃO DO STF.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou repercussão política e jurídica no país. A medida foi tomada após a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro e publicada pelo filho nas redes sociais. O que chama atenção de críticos da decisão é o fato de a restrição atingir a visita de um filho ao pai, que cumpre prisão domiciliar. Para esse grupo, a medida suscita discussões sobre a proporcionalidade da decisão e os limites das restrições impostas pelo Judiciário em casos de grande repercussão política. Já os defensores da decisão sustentam que as medidas cautelares devem ser cumpridas integralmente e que eventuais restrições podem ser adotadas para preservar a eficácia das determinações judiciais. A decisão amplia a discussão sobre o alcance das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal e os limites legais das restrições aplicadas durante o cumprimento de prisão domiciliar.