Pesquisadores da Universidade de Oxford estão acelerando o desenvolvimento de uma vacina contra a variante Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo atual surto registrado na República Democrática do Congo e em Uganda. Os primeiros testes em humanos podem começar nos próximos meses, segundo os cientistas envolvidos no projeto.
A vacina utiliza a mesma tecnologia aplicada no imunizante contra a Covid-19 desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. De acordo com a chefe de imunologia Teresa Lambe, os pesquisadores trabalham em ritmo acelerado para disponibilizar doses clínicas em até três meses, caso os próximos testes sejam bem-sucedidos.
O avanço das pesquisas ocorre em meio ao crescimento do surto de ebola na África Central. A Organização Mundial da Saúde classificou a situação como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, o mais alto nível de alerta da entidade. Até o momento, mais de 900 casos suspeitos estão sendo monitorados e o número de mortes já ultrapassa 130 na região.
Atualmente, não existe vacina aprovada especificamente para a cepa Bundibugyo do ebola. Embora já existam imunizantes contra outras variantes do vírus, eles não são considerados eficazes contra o surto atual. Além da vacina de Oxford, outros tratamentos experimentais também estão sendo analisados por cientistas e autoridades sanitárias.
Segundo especialistas, a estratégia de vacinação contra o ebola costuma ser direcionada para grupos de maior risco, como profissionais da saúde e pessoas que tiveram contato direto com infectados. O objetivo é conter rapidamente a disseminação do vírus e evitar novos surtos em larga escala.