Futuro de delação de Daniel Vorcaro ainda será decidido pela PGR e pelo STF

A possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, ainda depende de análises da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, apesar da proposta já ter sido rejeitada pela Polícia Federal. 

A defesa de Vorcaro apresentou a proposta de colaboração no início de maio, em meio às investigações da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e relações indevidas com agentes públicos. Segundo investigadores, o conteúdo entregue à PF foi considerado insuficiente e omitiu informações consideradas relevantes para o avanço das apurações. 

De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, a proposta previa a devolução de cerca de R$ 40 bilhões ao longo de dez anos. No entanto, investigadores avaliaram que o prazo era excessivo e que o prejuízo total relacionado ao caso pode ser ainda maior. 

Mesmo com a rejeição inicial da Polícia Federal, a delação ainda não foi descartada oficialmente. Agora, a PGR deverá analisar se as informações apresentadas por Vorcaro podem contribuir para as investigações. Caso o órgão entenda que o acordo pode avançar, a palavra final caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. 

Nos bastidores, investigadores afirmam que a PF já possui um volume significativo de provas obtidas de forma independente, incluindo documentos, celulares apreendidos e registros financeiros, o que teria reduzido o interesse em uma colaboração considerada “fraca” pelos investigadores. 

Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que a rejeição da delação aumenta a pressão jurídica sobre Vorcaro, que poderá perder benefícios penais caso o acordo não avance. Há ainda a possibilidade de transferência do empresário para um presídio comum ou unidade federal de segurança máxima.