O aumento da carga tributária nos estados do Piauí e Maranhão já começa a apresentar reflexos diretos na geração de empregos. O Grupo Mateus, um dos maiores conglomerados do comércio varejista do Nordeste e um dos principais empregadores dos dois estados, iniciou um processo de redução de funcionários em meio à pressão dos altos custos operacionais. No Piauí, o ICMS chegou a 22%, enquanto no Maranhão a alíquota alcança 23%, colocando os dois estados entre os maiores percentuais de imposto sobre circulação de mercadorias do Brasil. Empresários do setor avaliam que o peso tributário sufoca o consumo, reduz investimentos e pressiona empresas a cortar despesas. O impacto atinge justamente um grupo que se consolidou como motor de empregos e expansão econômica na região. Quando os governos aumentam impostos em níveis considerados excessivos, a conta termina recaindo sobre o consumidor, o comércio e, principalmente, o trabalhador.
Após anos de abandono e escândalos, governo promete concluir Vila Olímpica de Parnaíba.
O governador Rafael Fonteles usou suas redes sociais para anunciar a assinatura da ordem de serviço que, segundo ele, deve garantir finalmente a conclusão das obras da Vila Olímpica de Parnaíba. O projeto, pensado para reunir quadras, campos, ginásios e estruturas esportivas voltadas à juventude da região, se arrasta há muitos anos e acabou se transformando em símbolo de abandono, desperdício de dinheiro público e promessas não cumpridas. A obra teve início ainda nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do então governador Wellington Dias. Ao longo do tempo, enfrentou denúncias, paralisações e sucessivos atrasos. Hoje, boa parte da estrutura original virou praticamente escombro, com pouca coisa aproveitável das etapas iniciais. Moradores da região reclamam há anos da situação de abandono do local. Reportagens já mostraram problemas como sujeira, insegurança, matagal e até focos de mosquito da dengue nas proximidades do chamado “monstro” da Vila Olímpica. Agora, o governo afirma que os recursos estão garantidos e que a obra finalmente sairá do papel. A população, porém, recebe o anúncio com mistura de esperança e desconfiança, depois de tantos anos de promessas frustradas. Ao mesmo tempo em que há cobrança e cautela, existe também o reconhecimento de que, se concluída de verdade, a Vila Olímpica poderá representar uma importante oportunidade de esporte, lazer e inclusão social para milhares de jovens de Parnaíba e da região norte do estado.
Falta de público em inaugurações no interior volta a preocupar Rafael Fonteles.
Continua chamando atenção e causando desconforto no Palácio de Karnak o esvaziamento de eventos do governador Rafael Fonteles pelo interior do Piauí. Neste final de semana, durante agenda em municípios da região de Canto do Buriti, Flores do Piauí e Itaueira, o baixo comparecimento popular voltou a incomodar o governo . Em Flores do Piauí, a situação teria sido ainda mais constrangedora. Segundo relatos de bastidores, menos de dez pessoas participaram de uma das inaugurações realizadas pelo chefe do Executivo estadual. O episódio teria deixado Rafael abatido e bastante desmotivado ao fim da agenda. Amigos e assessores confidenciaram que o governador saiu triste e cabisbaixo com a falta de mobilização política nos municípios , mesmo tendo apoio de praticamente todas as correntes políticas locais. Aliados já admitem preocupação com o desgaste causado pelas imagens de eventos vazios. O que mais tem intrigado integrantes da própria base é que a comunicação do governo ainda insiste em divulgar nas redes sociais vídeos e fotografias que acabam evidenciando o esvaziamento das inaugurações. Entre comentários reservados de aliados, há quem diga que a estratégia da comunicação estaria “dando uma trombada nela mesma”, numa referência à velha expressão popularizada por Chacrinha, ao expor cenas que acabam reforçando a baixa presença popular nos compromissos do governador.
Republicanos vive desmonte da chapa federal no Piauí e já teme não eleger nenhum deputado em 2026.
O clima dentro do Republicanos no Piauí começa a ficar pesado e de muita preocupação para 2026. O que antes era tratado como uma chapa forte, com possibilidade de eleger até dois deputados federais, agora enfrenta um verdadeiro desmonte político nos bastidores. Depois da desistência do ex-vereador Gustavo, novos rumores ganham força dentro da Igreja Universal e entre lideranças do partido: a vereadora Ana Fideles também poderia desistir da disputa para deputada federal. Já se comenta que ela poderá apoiar o projeto de reeleição de Marcelo Aurélio Sampaio ( MDB) , enfraquecendo ainda mais a estrutura da chapa republicana. Caso a saída se confirme, sobrariam praticamente apenas os nomes de Fábio Abreu, Jadyel Alencar e do ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Fabrício Loyola. Isso acontecendo, a avaliação interna de aliados é dura: somadas, as votações podem não alcançar nem 170 mil votos, número considerado insuficiente para garantir uma cadeira com tranquilidade. Isso atingiria diretamente Jadyel Alencar, que mesmo mantendo boa votação, poderia ficar sem mandato por falta de coeficiente eleitoral. A situação também começa a preocupar o deputado Fábio Abreu, que inicialmente enxergava uma chapa competitiva, capaz de puxar uma segunda vaga. Agora, sem nomes fortes e com possíveis deserções, cresce o temor de isolamento político e enfraquecimento eleitoral. Dirigentes do Republicanos já admitem reservadamente que a eleição de 2026 pode virar uma verdadeira loteria para os candidatos da legenda no estado.
Possível fraude imobiliária envolvendo delegado Zanatta coloca empresário Jivago Castro no centro de nova denúncia no Piauí.
O delegado Matheus Zanatta pode ter sido vítima de um suposto calote imobiliário envolvendo o empresário Jivago Castro, segundo denúncia divulgada pelo Portal AZ. De acordo com as informações publicadas, o delegado e a esposa teriam adquirido uma unidade no empreendimento Studio V Jockey, em Teresina, realizando pagamentos que ultrapassariam R$ 300 mil e recebendo, inclusive, documentos de quitação emitidos pela própria construtora. O impasse teria surgido no momento da regularização do imóvel. Conforme a denúncia, o casal descobriu que a unidade já estaria vinculada como garantia junto a uma securitizadora, fato que levantou suspeitas de possível irregularidade na negociação e motivou a abertura de investigação. Pessoas próximas ao delegado demonstram forte indignação com a situação. Um amigo muito próximo de Zanatta, ligado à comunicação, teria ficado ainda mais revoltado após a divulgação dos detalhes do caso. Apesar da repercussão e das suspeitas levantadas, o caso segue sob investigação e ainda não há decisão judicial definitiva sobre as acusações.
PF troca delegados do caso INSS e explosão de desconfiança toma conta de Brasília sobre possível blindagem política no entorno de Lula.
A troca de delegados da Polícia Federal no inquérito que apura fraudes bilionárias no INSS e possíveis conexões com pessoas ligadas ao entorno do presidente Lula provocou uma explosão de desconfiança em Brasília e no meio político. A mudança atingiu justamente a equipe que conduzia diligências envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A movimentação causou desconforto até dentro do Supremo Tribunal Federal. Reportagens nacionais revelam que o ministro André Mendonça teria demonstrado irritação por não ter sido comunicado previamente sobre as alterações na condução do caso. Oficialmente, a Polícia Federal afirma que a mudança teve caráter técnico e administrativo, para dar “mais estrutura” e “potencializar recursos” da investigação. A corporação também sustenta que parte da equipe foi mantida. Mas, nos bastidores cresce a especulação de que o episódio reforça um clima de preocupação sobre possível blindagem política em torno de familiares do presidente e aliados históricos do PT. A oposição já cobra explicações públicas e questiona a troca justamente em uma fase considerada sensível das investigações. O caso ganhou ainda mais repercussão porque o inquérito do INSS passou a investigar possíveis conexões entre operadores do esquema e pessoas ligadas ao núcleo político do lulismo. No centro da polêmica fica uma pergunta que já ecoa fortemente em Brasília: foi apenas uma reorganização técnica da PF ou existe um movimento silencioso para reduzir danos políticos ao entorno do presidente Lula?
Silas Freire