TCE suspende contrato de R$ 733 mil e expõe sensação de impunidade em prefeituras do Piauí.

Mais uma vez, um órgão de fiscalização precisa intervir para conter contratos cercados de questionamentos em prefeituras piauienses. Desta vez, o Tribunal de Contas do Estado apontou irregularidades e determinou a suspensão de um contrato de R$ 733 mil firmado pela gestão do prefeito Dr. Clayton Barros, no município de Paquetá do Piauí. Os gestores passaram a agir com mais ousadia porque observam, em outras esferas da administração pública, denúncias e questionamentos que raramente resultam em medidas concretas ou punições rápidas. A sensação de impunidade acaba estimulando excessos e práticas administrativas cada vez mais arriscadas. No caso das prefeituras, porém, o Tribunal de Contas tem atuado de forma frequente, suspendendo contratos, apontando irregularidades e impondo medidas cautelares. O episódio envolvendo a Prefeitura de Paquetá do Piauí reforça justamente esse contraste: enquanto em determinados setores a fiscalização é vista pela população como lenta ou tímida, no âmbito municipal o TCE continua sendo uma das poucas barreiras efetivas contra possíveis abusos com recursos públicos. O resultado é um ambiente político em que alguns gestores parecem testar diariamente os limites da fiscalização, apostando que dificilmente sofrerão consequências maiores. Quando as medidas chegam, entretanto, o desgaste político já está instalado e a população volta a se perguntar até quando o dinheiro público continuará sendo administrado sob permanente suspeita.

DA LAMBANÇA DA COMUNICAÇÃO DE DR. PESSOA AO GOVERNO RAFAEL

 

O ex-secretário de Comunicação da gestão Dr. Pessoa, Salomão, agora passa a integrar a estrutura do governo Rafael Fonteles. A chegada do ex-integrante da conturbada equipe de comunicação da Prefeitura de Teresina chamou atenção nos bastidores políticos pela ligação direta com um dos períodos mais turbulentos da administração municipal. A comunicação da gestão Dr. Pessoa foi marcada por crises internas, trocas constantes de comando, desgaste político e questionamentos sobre gastos e contratos publicitários. Salomão fez parte desse núcleo que enfrentou forte desgaste público durante a passagem pela prefeitura. A nomeação reacende críticas sobre os critérios adotados para compor setores estratégicos do governo estadual. Nos bastidores, a avaliação é que o histórico recente da equipe ligada à antiga comunicação municipal não representa exatamente um cartão de visitas positivo. A movimentação também evidencia a aproximação cada vez maior entre integrantes da antiga gestão de Dr. Pessoa e o Palácio de Karnak, ampliando o trânsito político de personagens que passaram pela administração municipal mais conturbada dos últimos anos em Teresina.



RACHA DOS BOCA PRETAS EM OEIRAS REDESENHA DISPUTA ELEITORAL DESTE ANO. 

O grupo político Boca Preta, em Oeiras, enfrenta um forte racha interno após o afastamento do ex-prefeito Zé Raimundo, que integrava a base liderada pela família B. Sá. Apesar da divisão, os Boca Pretas seguem sob o comando político do ex-deputado Bessah Sá Filho, que decidiu não disputar mandato de deputado estadual nas eleições deste ano. Nos bastidores, a informação é de que ele deve apoiar o deputado estadual Henrique Pires, do MDB. O apoio tem também um componente familiar. Henrique Pires é casado com uma prima de Bessah Sá Filho, a jornalista Elizabeth Sá, o que reforça a aproximação entre os dois grupos políticos.


RAFAEL INCORPORA PERSONAGEM POPULAR E TRANSFORMA DANÇA EM MARCA POLÍTICA PELO INTERIOR. 

O governador Rafael Fonteles resolveu adotar um novo estilo nas agendas pelo interior do Piauí. Em clima de campanha permanente, Rafael incorporou um personagem popular, dançador e expansivo, numa tentativa clara de quebrar a imagem de “Rafa Boy”, de menino rico, intelectualizado e de cintura dura. Agora, em praticamente todas as visitas aos municípios, o governador já desce dos veículos dançando ao som de sanfona, banda ou cantor local. Nos bastidores, prefeitos e lideranças relatam que a equipe do Palácio de Karnak passou a exigir uma estrutura musical nas recepções, justamente para criar o ambiente da performance do governador. Um prefeito do interior contou à coluna que foi chamado  à atenção pela coordenação palaciana porque não havia providenciado banda ou cantor para receber Rafael. Segundo ele, a orientação era que alguém puxasse espontaneamente uma música para o governador entrar no clima e iniciar a dança. A estratégia busca aproximar Rafael do eleitor popular e tirar a imagem excessivamente técnica e elitizada construída desde o início da carreira política. Mas o novo personagem também começa a gerar críticas. Há quem considere exagerada e artificial a insistência do governador em dançar em praticamente todos os eventos públicos, mesmo sem qualquer contexto festivo. Aliados admitem que a fórmula pode funcionar como aproximação popular, mas também pode virar uma faca de dois gumes caso a exposição passe a soar como encenação.


CESTAS BÁSICAS EM REUNIÕES POLÍTICAS CHEGAM À PRÉ-CAMPANHA EM TERESINA. 

A Justiça Eleitoral precisa começar a acompanhar mais de perto os chamados encontros de pré-campanha que vêm sendo realizados tanto por lideranças da oposição quanto da situação no Piauí. A coluna tomou conhecimento de que candidatos proporcionais têm promovido reuniões com grande número de pessoas e, durante os eventos, realizado sorteios de cestas básicas como forma de atrair público. Em alguns casos, participantes recebem até canhotos ou comprovantes para posterior entrega das cestas em casa, caso sejam contemplados. As práticas vêm ocorrendo em bairros das zonas Norte, Sul e Sudeste de Teresina e já chegaram também a encontros com presença de candidatos majoritários. Embora ainda seja período de pré-campanha, vale lembrar  que a legislação eleitoral impõe limites para ações que possam caracterizar promoção pessoal mediante vantagem ao eleitor. Por isso,  o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí precisa acompanhar com mais atenção esse tipo de movimentação política, independentemente de quem esteja promovendo os encontros.

ASSÉDIO POR APOIOS A VINÍCIUS DIAS CONTINUA GERANDO ATRITOS NA BASE GOVERNISTA.

Nos corredores da política piauiense, a movimentação do ministro Wellington Dias em favor da pré-candidatura do médico Vinícius Dias continua a provocar desconfortos dentro da própria base governista. A coluna apurou que o ex-prefeito de Bom Princípio do Piauí, Lucas Moraes, teria sido procurado por interlocutores ligados ao grupo de Wellington Dias para apoiar o filho do ministro na disputa eleitoral. A informação rapidamente circulou entre aliados políticos da região e ganhou força nos bastidores. Diante da repercussão, Lucas foi rápido no gatilho e divulgou nota oficial reafirmando sua ligação política com o grupo liderado pelo vice-governador Temístocles Filho. No comunicado, destacou o respeito e consideração que mantém por Wellington Dias e Rejane Dias, mas deixou claro que seu compromisso político permanece inalterado. Aliados do grupo de Temístocles afirmam que Lucas segue fechado com o projeto político da família, inclusive mantendo compromisso com candidaturas ligadas ao núcleo do vice-governador para deputado estadual e demais articulações futuras. " Meu compromisso político segue mantido com o grupo ao qual pertenço”, resumiu o ex-prefeito. Apesar da nota ter ajudado a esfriar momentaneamente a tensão, pessoas próximas a Lucas afirmam, reservadamente, que houve, sim, uma tentativa de convencimento político para adesão ao projeto eleitoral de Vinícius Dias. Wellington Dias tem demostrado que não pretende abrir mão de ampliar apoios para o filho, mesmo que isso provoque ruídos internos e desconforto entre aliados históricos do governo. Título com letra maiúscula 

CENTRO DE TERESINA VIVE ABANDONO, INSEGURANÇA E ESVAZIAMENTO DO COMÉRCIO. 

O centro de Teresina voltou a registrar mais um final de semana marcado pela insegurança, pelo abandono e pela sensação de ausência do poder público. Comerciantes que ainda resistem mantendo as portas abertas na região central enfrentaram novos arrombamentos, enquanto um assassinato após perseguição também aumentou o clima de medo entre trabalhadores e moradores. A principal reclamação de quem circula diariamente pelo centro é a falta de policiamento ostensivo. Tanto a Guarda Municipal quanto a Polícia Militar têm sido cobradas pela ausência de presença permanente nas ruas, especialmente durante a noite e nos finais de semana, quando o cenário de vulnerabilidade aumenta. Outro problema que preocupa comerciantes é o crescimento da população em situação de rua e de dependentes químicos concentrados na região central. Empresários e trabalhadores afirmam que as políticas assistenciais adotadas pelo município e pelo Estado, embora tenham caráter social, não vêm acompanhadas de medidas eficazes de recuperação, segurança e reorganização urbana. O resultado, segundo relatos de lojistas, é um centro cada vez mais ocupado pelo consumo de drogas, pequenos furtos e sensação constante de insegurança. A consequência já é visível no comércio. O fluxo de consumidores caiu drasticamente e empresários demonstram preocupação com o futuro da região. Até mesmo empreendimentos privados criados recentemente para tentar revitalizar o centro enfrentam dificuldades diante da falta de movimento e do afastamento dos clientes. Enquanto isso, o coração comercial de Teresina segue perdendo força econômica, movimento e credibilidade. Para muitos comerciantes, o centro da capital virou um problema crônico, sem solução concreta apresentada pelas autoridades municipais e estaduais.

BR-020 EM RUÍNAS COLOCA MOTORISTAS EM RISCO NO INTERIOR DO PIAUÍ. 

A situação da BR-020, principal via de acesso ao município de São João do Piauí, voltou a acender o alerta entre motoristas, moradores e lideranças da região. O trecho entre São João do Piauí e Simplício Mendes está tomado por buracos, falta de sinalização e pontos críticos que já vêm provocando acidentes e aumentando o temor de novas tragédias. A precariedade da rodovia preocupa ainda mais porque a BR-020 corta áreas urbanas de Simplício Mendes, aumentando os riscos para quem vive e circula diariamente pela cidade. Motoristas relatam dificuldade para desviar dos buracos, principalmente à noite, enquanto caminhoneiros e passageiros reclamam do abandono da estrada federal. O cenário reforça cobranças ao DNIT e também à bancada federal do Piauí, que pouco tem se manifestado sobre a situação da rodovia. A crítica que ecoa na região é direta: políticos piauienses percorrem o estado em agendas aéreas, promovendo verdadeiros “shows de voos” pelo interior, mas desconhecem a realidade das estradas enfrentadas diariamente pela população. A BR-020 passa justamente por uma das regiões mais visitadas por autoridades políticas em períodos de agenda institucional e turística, especialmente no acesso à Serra da Capivara. Ainda assim, quem depende da rodovia segue convivendo com o risco permanente de acidentes. A estrada também corta a região de São João do Piauí, cidade ligada à família do ministro Wellington Dias, mas, até agora, o trecho segue sem uma resposta efetiva do Governo Federal. Enquanto autoridades sobrevoam o Piauí, motoristas enfrentam no chão uma BR destruída, perigosa e cada vez mais próxima de registrar novas tragédias.