Birra de Rafael com Ciro pode custar a Lula a eleição no segundo turno.

Lula comprou a briga de Rafael Fonteles no Piauí. Subiu ao palanque do governador e pediu votos para Marcelo Castro e Júlio César, adversários de Ciro Nogueira ao Senado. Agora, segundo o Blog da Farfan, no R7, a campanha do presidente tenta reabrir o diálogo com Ciro para um eventual segundo turno. Rafael ganhou o agrado no palanque. Lula ficou com o problema nacional. Ciro é um dos maiores líderes do Centrão e tem peso na Federação União Progressista. Numa disputa apertada, perder essa ponte pode custar a reeleição ao presidente. A tentativa de voltar à mesa revela o tamanho do erro político. Lula ouviu a birra de Rafael, pediu votos contra Ciro e agora procura o senador porque sabe que o segundo turno não se decide apenas no Piauí.

VERITÁ REPETE O DATAFOLHA: NENHUMA NOVIDADE NA DISPUTA PELO GOVERNO DO PIAUÍ

A pesquisa Veritá trouxe o mesmo desenho já mostrado pelo Datafolha: Rafael Fonteles lidera, Joel Rodrigues aparece em segundo e a distância entre os dois continua na casa dos 30 pontos. No Veritá, são 57,2% a 29,5%; no Datafolha, 55% a 25%. Mudam os números, mas o cenário é o mesmo. A novidade da campanha continua sendo o avanço de Joel dentro da série do próprio Datafolha: ele saiu de 21% em agosto para 25% em setembro. Rafael passou de 56% para 55%. O Veritá não anuncia virada nem altera esse retrato: confirma o governador na frente e a oposição tentando encurtar o caminho até a urna. 

LOBISTA INVESTIGADA NO ESCÂNDALO DO INSS PÔS DINHEIRO NAS CONTAS DE SERVIDORES DE WELLINGTON DIAS. 

O escândalo que atingiu aposentados agora bate à porta do ministério de Wellington Dias. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram que Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e investigada na operação sobre as fraudes no INSS, ordenou depósitos para dois servidores da pasta. Um deles é o secretário-executivo adjunto; o outro coordena o cerimonial do ministério. Havia R$ 60 mil em espécie para distribuir, segundo as conversas reveladas pela imprensa. Meses depois, uma empresa representada pela lobista fechou contrato de R$ 31,2 milhões com o mesmo ministério. A pasta afirma que os servidores não participaram da licitação e nega favorecimento. Mas isso não responde à pergunta mais incômoda: por que uma investigada no caso do INSS mandava dinheiro para contas de pessoas tão próximas da estrutura de Wellington Dias? Wellington não pode tratar o episódio como problema apenas dos subordinados. Cabe ao ministro explicar o que sabia, cobrar dos servidores a origem e a finalidade dos pagamentos e apresentar as respostas ao país. O dinheiro entrou nas contas; a explicação ainda não apareceu.

SEM RESPOSTA DA ÁGUAS DO PIAUÍ, PREFEITO VAI COBRAR FUNCIONÁRIOS NO MEIO DA RUA. 

O prefeito Gilberto Júnior saiu do gabinete e foi cobrar funcionários da Águas do Piauí pela falta de água no bairro São Francisco, em Uruçuí. A cena do vídeo vai além da reclamação de uma cidade: pressionado pelos moradores, o prefeito acabou procurando na rua alguém da concessionária a quem pudesse exigir uma solução. É esse o problema que precisa ser enfrentado em todo o Piauí. Quando falta água, a população procura o prefeito, mas a responsabilidade pelo abastecimento é da Águas do Piauí. A empresa precisa ter direção, coordenação e um canal que dê respostas aos moradores e aos gestores municipais. Não pode deixar a cobrança chegar aos trabalhadores em campo porque ninguém consegue falar com quem decide. O governo estadual também precisa cobrar resultados. A fiscalização do contrato cabe à Agrespi e à Microrregião de Água e Esgoto do Piauí. Se a torneira está seca e o prefeito precisa ir para o meio da rua pedir uma resposta, a concessionária e os responsáveis pela fiscalização devem explicações à população.

TCE MULTA PREFEITO DE BOA HORA E MANDA APURAR SUSPEITA DE SOBREPREÇO. 

O Tribunal de Contas do Estado manteve multas contra o prefeito de Boa Hora, Domingos Coêlho de Resende, e duas secretárias municipais após analisar compras feitas pela prefeitura. A decisão também determina uma Tomada de Contas Especial para aprofundar a apuração de possível prejuízo aos cofres públicos. A área técnica apontou possível sobrepreço de R$ 133 mil em uma contratação e indícios de outros R$ 40,3 mil em notas fiscais de gêneros alimentícios. São valores sob apuração, não uma conclusão definitiva de que houve desvio. O prefeito recebeu multa de R$ 14.850; cada uma das secretárias, de R$ 7.425. Agora, Boa Hora espera uma resposta clara sobre essas compras e o destino do dinheiro público.