A defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos (foto), conhecida como “Débora do Batom”, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a redução da pena após a derrubada do veto ao projeto da dosimetria pelo Congresso.
O pedido foi apresentado nesta sexta-feira, 1º, e argumenta que a nova regra é mais favorável à condenada.
Segundo os advogados, a mudança legislativa altera o tratamento penal dos crimes atribuídos a Débora e pode levar à revisão da condenação.
Argumenta ainda que a lei penal mais favorável deve retroagir para alcançar casos anteriores, permitindo sua aplicação já na fase de execução da pena. Apesar disso, reconhece que o pedido é antecipado, já que a nova lei ainda não foi promulgada.
Quem é “Débora do Batom”?
Débora foi condenada a 14 anos de prisão por pichar a estátua “A Justiça” durante os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Ela cumpre pena em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
O caso se tornou símbolo entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que defendem a revisão das penas aplicadas aos envolvidos nos atos.
Em depoimento em março de 2025, Débora afirmou que não invadiu prédios públicos e disse que agiu sob influência do momento.
Karytha Leal