O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, encontrado ferido na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (12), após a análise de laudos periciais e imagens utilizadas na investigação.
Segundo o MPSC, a perícia concluiu que não há provas de que os adolescentes investigados tenham agredido o animal. O órgão informou que uma reconstituição da linha do tempo identificou divergências nos horários de câmeras de monitoramento, o que afastou a hipótese de que os suspeitos e o cão estivessem juntos no momento da suposta agressão.
Ainda conforme o Ministério Público, exames veterinários apontaram que o cão apresentava osteomielite na região maxilar, uma infecção óssea grave e crônica, além de problemas dentários avançados. O laudo da exumação não encontrou fraturas ou lesões compatíveis com maus-tratos recentes.
O caso ganhou repercussão nacional após denúncias de que o animal teria sido vítima de violência praticada por adolescentes. A morte do cão gerou protestos e mobilizações nas redes sociais, com pedidos de justiça e punição aos envolvidos.
Além do pedido de arquivamento do caso principal, o MP também solicitou o encerramento de outras apurações relacionadas, incluindo uma investigação sobre suposta coação de testemunhas.